São Paulo, 13 (AE) - Em entrevista ao "Passando a Limpo", da Rede Record, o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), minimizou os propalados desencontros entre FHC e ACM, reconheceu ser difícil governar com uma base formada por partidos tão diferentes como PSDB, PFL e PMDB, considerou que o presidente deveria atribuir mais funções ao vice Marco Maciel, especialmente na coordenação política, mostrou-se confiante na recuperação dos índices de popularidade de FHC e deixou claro que o seu partido terá candidato à sucessão presidencial em 2002 e que o nome natural é o do senador Antônio Carlos Magalhães. "O senador Antônio Carlos, obviamente, é o candidato do PFL (à sucessão presidencial). Só não o será se não o desejar. Evidentemente ele é o candidato natural, e o meu candidato. O PFL vai ter candidato próprio à presidência da República. É uma decisão tomada em convenção e que e u vou cumprir", afirmou. "Eu acho que um partido político tem que se estruturar para ter candidato próprio à presidência da República. Nós passamos duas eleições, em condições excepcionais vividas pelo País, fazendo um acordo, apoiando um candidato que, na minha opinião, teve sucesso com o Plano Real, em seu primeiro mandato", completou o presidente do PFL, que manifestou confiança na recuperação política de FHC. "Na minha opinião, o presidente vai se recuperar. Eu estou confiando no crescimento econômico do País no próximo ano e acho que, com isso, as condições políticas do presidente Fernando Henrique vão melhorar", disse.
O presidente do PFL também defendeu a redução do número de parlamentares, tanto na Câmara como no Senado, dizendo que, neste ponto, o Brasil copiou mal o exemplo português, cuja Constituição, ao contrário da brasileira, pode ser revista de cinco em cinco anos. "Eu acho que nós temos uma Câmara com um número exagerado, com 5l3 deputados é muito difícil o funcionamento da Câmara. E, como não temos fidelidade partidária
mais díficil fica. E o próprio Senado, com os acréscimos que a Constituinte deu, de nove estados, passou a ter 81 integrantes, o que é também um número muito elevado", apontou.

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