PFL rejeita pedido do PT para investigar judiciário baiano
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terça-feira, 30 de março de 1999
Por Biaggio Talento 
Salvador, 30 (AE) - Enquanto o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), trabalha para criar a Comissão Parlamentar de Inquérito do Judiciário em Brasília, na Assembléia Legislativa da Bahia a bancada do PFL e partidos coligados rejeitaram a proposta do deputado petista Paulo Jackson de formar uma CPI para investigar a Justiça baiana. Na sessão de hoje, Jackson apresentou o requerimento com as assinaturas dos 16 deputados da oposição mas não conseguiu, entre os situacionistas, mais cinco assinaturas com o objetivo de somar o número mínimo de 21, necessário para a formação da CPI. A Assembléia tem um total de 63 deputados.
"É uma prova que o discurso de ACM está bem longe da prática e um exemplo típico de dois pesos e duas medidas", disse, repetindo as queixas dos parlamentares oposicionistas baianos, segundo as quais o PFL controla o Judiciário no Estado, principalmente a Justiça Eleitoral. Jackson disse ter juntado 80 denúncias de corrupção, desvio de recursos e outras irregularidades supostamente praticadas pela Justiça da Bahia que, na sua opinião justificariam uma investigação da Assembléia Legislativa. Informou ter recebido mais uma caixa com outras acusações as quais pretende analisar nos próximos dias. "Tentamos formar uma comissão de controle externo do judiciário baiano desde 89, na constituinte estadual, e sempre o PFL impediu", disse.
O líder do PFL na Assembléia, deputado Pedro Alcântara argumentou que o partido não apóia uma CPI local por acreditar que a Comissão do Senado também vai apurar as denúncias contra os juizes baianos. Segundo ele, o PT não pode cobrar a adesão do PFL porque não assinou o requerimento de criação da CPI no Senado.


