PFL pode antecipar para setembro escolha do candidato a prefeito do Rio
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terça-feira, 08 de junho de 1999
Por Wilson Tosta 
Rio, 09 (AE) - O PFL carioca poderá antecipar para setembro o início do processo de escolha do candidato à prefeitura da capital. Os objetivos seriam encerrar a disputa que opõe as correntes do prefeito Luiz Paulo Conde e do ex-prefeito César Maia e possibilitar ao derrotado a saída do partido, a tempo de participar das eleições de 2000 por outra legenda. O presidente do PFL municipal, Rubem Medina, afirmou pretender apresentar a proposta ao presidente nacional, senador Jorge Bornhausen (SC), como solução para o conflito que divide a agremiação desde o início de 1999.
"Isso seria feito agora para que as pessoas, se fosse o caso, pudessem tomar outro caminho com tranquilidade", disse Medina. "Não é o que eu quero; eu desejo que as pessoas fiquem, que um dispute a prefeitura, o outro, o governo do Estado." A realização da pré-convenção em setembro possibilitaria aos perdedores da disputa se filiar a outro partido, sem que se tornassem inelegíveis (o prazo mínimo legal para filiação é de um ano antes do primeiro turno das eleições). Conde quer ser candidato à reeleição, e Maia, que diz não querer disputar, deseja conduzir a escolha e poderá ser o postulante do PFL.
O deputado federal Eduardo Paes (RJ), ligado a Maia, esteve com Bornhausen e com o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), pedindo providências em relação ao partido no Rio. Paes manifestou preocupação com a ameaça feita pelo vereador Ruy Cezar, também "cesarista", de deixar o partido, e disse que gostaria de integrar a executiva municipal, cuja legitimidade não reconhece. "O risco de o PFL perder no Rio em 2000 é cada vez maior", afirmou o parlamentar, que passou o dia em Brasília.
Medina contou que o presidente estadual do PFL, Arolde de Oliveira, discutiu a situação do Rio com Bornhausen, que lhe garantiu que não haverá intervenção no diretório da capital se não for podida pelo presidente municipal ou regional. "Não há razão para haver uma intervenção; o diretório foi eleito por 2 mil pessoas e a convenção foi conduzida pelo pessoal do Cesar Maia", disse ele. Os seguidores do ex-prefeito, porém, dizem que Medina não é neutro na briga entre os dois grupos, como deveria, e favorece Conde.


