Brasília,27 (AE) - O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), também disse, em sua entrevista, que a executiva de seu partido não poderá fechar questão para manter os R$ 151 do salário mínimo, já que ele foi contra este valor. Ele disse que, mesmo que o partido se manifeste a favor da medida provisória na forma como ela veio do Palácio do Planalto, ele manterá sua posição de votar contra a proposta. Ele defende um salário mínimo de R$ 180.
O senador disse que a própria executiva defendia o reajuste superior. "Se eles eram por um piso maior e sai um piso menor, como eles podem fechar questão? Nem eles podem e nem Fernando Henrique tampouco; o Congresso é autônomo". O senador disse que pretende fazer com que a medida provisória seja votada pelo Congresso no prazo de 30 dias e já está enviando aos líderes partidários um ofício solicitando a indicação de seus representantes na Comissão Especial que discutirá a medida provisória que estabelece um mínimo de R$ 15.
Ele disse que, se os líderes não fizerem a indicação no prazo regimental de 5 dias, ele fará as indicações. Magalhães disse ainda que não sabe se o governo está interessado na aprovação rápida da matéria, mas completou: "Eu estou e, na medida em que não se vote, a cada dia eu denunciarei à nação que o Congresso não está cumprindo com seus deveres. Embora defenda o aumento do mínimo, o senador disse não ter garantias de que uma emenda neste sentido seja aprovada. "Não posso garantir, na medida em que quantos líderes foram lá (ao Palácio do Planalto) e devem estar capacitados junto a seus colegas. Devem representar o pensamento da base".
Casamento - Na entrevista, ACM reclamou das interpretações publicadas na imprensa de que o PFL e as oposições tiveram uma derrota política na discussão do salário mínimo e que PSDB e PMDB teriam lucrado após fazerem uma suposta aliança. "Estão falando aí de casamento entre PMDB e PSDB, mas casamento de Fernando Henrique indissolúvel só tem com Dona Ruth", afirmou. O senador disse que não acredita nesta hipótese de casamento entre os dois partidos e lembrou que, se fosse para acreditar nela, seria necessário lembrar que "já houve muitas separações".
Para Magalhães, é um raciocínio "inacreditavelmente errado" achar que o PFL e as oposições perderam. "Quando o trabalhador ganha menos, nós perdemos ? Nós, que queremos que o trabalhador ganhe mais ?", questionou.

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