São Paulo, 20 (AE) - O Partido da Frente Liberal (PFL) lançou hoje a candidatura do senador e ex-delegado Romeu Tuma a prefeito de São Paulo. Nos discursos foi descartada aliança com outros partidos, repelido o malufismo e pedido o impeachment do prefeito Celso Pitta. "Estamos nos antecipando nas eleições municipais para podermos disputar a Presidência da República com candidato próprio", afirmou presidente nacional do PFL, Jorge Bornhausen.
Ele anunciou que já está agendando viagens da Executiva a Porto Alegre, para lançar a candidatura de Germano Bonow, e a Belo Horizonte, onde o partido também pretende apresentar candidato. "A candidatura própria do PFL não é uma circunstância de momento. Chega uma hora que cada um tem que tomar o seu lugar", disse.
O presidente do Diretório Regional, Cláudio Lembo, descartou alianças com outros partidos nas eleições paulistanas, argumentando que o PFL trabalha para conseguir um perfil próprio no Estado de São Paulo. "Não queremos aproximação. Queremos formar uma chapa pura. Um partido só pode viver com a sociedade quando tem identificação própria", declarou.
Lembo rejeitou principalmente a possibilidade de coligação com o PPB, partido do ex-prefeito Paulo Maluf, e criticou a administração do atual prefeito Celso Pitta. "São Paulo precisa resgatar a dignidade. O município atingiu um nível de podridão e imagem administrativa muito ruim, nunca vistos antes", declarou Lembo.
Jorge Bornhausen afirmou que a Executiva Nacional do PFL apóia todas as investigações para apurar as denúncias da primeira-dama Nicéa Pitta sobre esquemas de corrupção na Prefeitura de São Paulo, mas esclareceu que o partido não é favorável à instalação de uma CPI na Câmara dos Deputados, por entender que a apuração cabe à "Câmara Municipal de São Paulo".
Mais enfático, Cláudio Lembo disse que o PFL é a favor do impeachment do prefeito Celso Pitta. "É uma solução mais prática e menos traumática para a cidade", argumentou.
Para lançar a candidatura de Tuma, a direção do PFL informou ter levado em consideração pesquisas que ressaltam a preocupação da população com os problemas de segurança pública. Tuma acredita que a sua candidatura vai crescer no decorrer da campanha. "O crescimento devagar é sólido, porque vai conseguindo convencer a sociedade. O aumento da preferência do eleitorado repentino é perigoso", avaliou.

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