PFL lança Tuma à prefeitura de SP e defende impeachment de Pitta
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domingo, 19 de março de 2000
Por Monica Gugliano e Denise Carvalho 
São Paulo, 20 (AE) - A cúpula do PFL lançou hoje a candidatura do senador Romeu Tuma à Prefeitura de São Paulo. Em discursos, os pefelistas defenderam o impeachment do prefeito Celso Pitta (PTN), garantiram que não farão coligações no primeiro turno e deixaram claro que querem distância do PPB e, principalmente, do ex-prefeito Paulo Maluf. "Vamos ter uma chapa pura, chega de pessoas que pensam que a política do Brasil e de São Paulo são a mesma coisa", afirmou o presidente da executiva regional do partido, Claudio Lembo.
Entusiasmados com os índices, por volta de 10%, que o senador vem obtendo nas pesquisas eleitorais, os pefelistas querem explorar a imagem de "xerife" que Tuma conquistou durante o período em que comandou a Polícia Federal e vão trabalhar para conquistar os votos dos eleitores que se decepcionaram com Pitta e Maluf. "Nosso partido saberá captar a vontade popular daqueles que sabem que São Paulo alcançou um nível de podridão nunca antes atingido", disse Lembo. Logo depois, em seu discurso, Tuma assegurou que, se for eleito, a segurança será uma das prioridades, e complementou: "A cidade está deteriorada e esses eleitores vão encontrar respeito e confiança no PFL."
Prioridade - Os pefelistas também deixaram claro que pretendem utilizar as eleições municipais como plataforma para se fortalecer no cenário nacional e disputar a sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso, em 2002, com um candidato próprio. Nessa estratégia, a eleição paulista passou a ser uma das prioridades do partido. "O PFL só será uma partido forte no País quando estiver forte em São Paulo", disse o presidente da legenda, senador Jorge Bornhausen (SC). Por isso, o partido evitará uma coligação no primeiro turno. "Nosso espaço na TV será nosso, nossas idéias serão nossas e, dessa forma, vamos passar pelo teste de 2000 para chegar à eleição de 2002."
Bornhausen lembrou ainda que já está marcando viagens da executiva a Porto Alegre, para lançar a candidatura de Germano Bonow, e a Belo Horizonte, onde o partido também pretende apresentar candidato. "A candidatura própria do PFL não é uma circunstância só de momento, chega uma hora que cada um tem de tomar o seu lugar", disse.
A executiva nacional do PFL, segundo Bornhausen, apóia todas as investigações para apurar as denúncias da ex-primeira-dama Nicéa Pitta sobre esquemas de corrupção na Prefeitura de São Paulo, e defende que os dois vereadores do partido (Toninho Paiva e Aurelino de Andrade) votem a favor da criação da CPI na Câmara Municipal. "Eles (os vereadores) vão seguir a orientação do partido, que deve ser a de averiguar tudo, e isso significa apoiar a CPI", afirmou Bornhausen.
A decisão, no entanto, ainda terá de ser tomada pelo diretório regional. Os dois votos do PFL são decisivos para a criação ou não da CPI. Mas o presidente da executiva regional ainda defende que o partido trabalhe para apoiar o impeachment. Ele considera essa solução mais rápida e menos traumática para a cidade do que uma CPI que, acredita, poderá levar meses investigando as denúncias da ex-primeira-dama. "O impeachment é mais prático", disse.


