Brasília, 11 (AE)- O líder do PFL na Câmara, deputado Inocêncio Oliveira (PE), disse há pouco que seu partido está negociando com o governo a possibilidade de modificar a medida provisória que reajusta o salário mínimo, incorporando a ela uma proposta do deputado Ney Lopes (RN) que garanta nos próximos reajustes do mínimo um aumento real equivalente ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano anterior. Outros líderes do PFL, no entanto, informam que o governo está inflexível nesta questão e não aceita nenhuma indexação do salário mínimo.
Inocêncio disse, ainda, que a proposta do Orçamento Geral da União para este ano deve ser votada nesta semana, mesmo que para isso se estabeleça uma data, posterior à semana santa, para votação da MP do salário mínimo. O líder pefelista argumentou que já existem órgãos do governo sem recursos para financiar a máquina administrativa. Ele defe ndeu a fixação, também, de uma data para votação da proposta de emenda constitucional que estabelece um teto de R$ 11.500,00 para os salários do funcionalismo público, possibilitando a fixação de subtetos estaduais.
Inocêncio disse que o PFL já decidiu que não vai apoiar o chamado teto duplex, que possibilita ao funcionário público acumular ao salário de R$ 11.500,00 aposentadorias até esse mesmo valor. O líder observou que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Velloso, já declarou que o STF concederá liminares em favor do teto duplex. "Então, as pessoas que se sentirem prejudicadas devem recorrer ao Supremo. Por que nós deveríamos nos desgastar aprovando esse duplex?", sustentou Inocêncio. Segundo ele, um salário de US$ 7 mil na administração pública "é altíssimo em qualquer parte do mundo". "Quem quiser ganhar mais, que vá para a iniciativa privada", recomendou.

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