PFL deverá reagir a formação de blocos partidários
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 15 de fevereiro de 2000
Por Nelson Breve 
Brasília, 16 (AE) - A formação dos blocos partidários que tiraram do PFL a condição de maior partido da Câmara deve ser o assunto de maior repercussão hoje no Congresso. Os líderes pefelistas ainda estão engasgados com as trocas partidárias e formação dos blocos do PSDB com o PTB e do PMDB com o PST e o PTN, que rebaixaram o partido para a terceira maior bancada.
"Quando se aproxima o dia 15 de fevereiro, o mau cheiro do Congresso aumenta", reclamou ontem o ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, José Carlos Aleluia (PFL-BA), um dos principais operadores políticos do presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). Aleluia se refere ao prazo limite para apuração da proporcionalidade das bancadas para efeito da escolha da direção das 16 comissões permanentes da Câmara, quando o assédio para a troca de partidos e formação de blocos se intensifica.
É certo que o PFL irá reagir ao golpe. A oportunidade e a intensidade dessa reação ainda são desconhecidos. Comenta-se que o partido poderá formalizar um bloco parlamentar com o PPB, constituindo uma bancada de 150 deputados, que não teria força para impor novas regras de distribuição de presidências de comissões e relatorias mas teria peso suficiente para impor novas bases de negociação. Mas as principais armas do PFL, neste momento, estão nas mãos do presidente do Senado. Em primeiro lugar, caberá a ele reger a tramitação das matérias de maior interesse do governo: o projeto da Lei de Responsabilidade Fiscal, a proposta de emenda constitucional que prorroga a possibilidade de Desvinculação de Receitas da União (DRU) e a proposta orçamentária do governo para este ano. Além disso, está nas mãos de ACM a decisão sobre a promulgação parcial da emenda constitucional que limita a edição de medidas provisórias.


