PFL deve votar contra mínimo de R$ 151 mesmo que tenha de sair do governo, diz Medeiros
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quarta-feira, 29 de março de 2000
Por José Ramos e Cida Fontes 
Brasília, 30 (AE) - O deputado Luiz Antônio Medeiros (PFL -SP) defendeu há pouco em entrevista coletiva que, se não houver negociação para aumentar o salário mínimo para R$ 177,00 até janeiro de 2001, o partido deve votar contra a medida provisória do governo, mesmo que tenha que sair da base de sustentação ao presidente FHC. "A base do PFL está muito mais radicalizada do que eu ou do que Antônio Carlos e acho que temos de votar contra, mesmo que tenhamos que sair do governo", disse.
O deputado repetiu a avaliação feita ontem pelo senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e disse que, neste caso, é preferível perder com o povão a ganhar com o governo. Ele disse que sentiu a mesma disposição dos demais participantes da reunião da Executiva do partido, encerrada há pouco, embora esta alternativa não tenha sido discutida formalmente. Medeiros, no entanto, acredita que o governo está dando sina is de abertura para uma negociação pelas declarações dos líderes feitas ontem.
Ele disse ainda que o ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, o convidou para ir junto com ele para uma cerimônia no Palácio do Planalto na qual será lançado um programa de requalificação profissional.


