PFL deve propor enxugamento de ministérios
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terça-feira, 29 de junho de 1999
Por Nelson Breve 
Brasília, 30 (AE)- O líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira, disse hoje que o presidente do seu partido, senador Jorge Bornhausen (SC) deverá propor ao presidente Fernando Henrique Cardoso o enxugamento de ministérios. Bornhausen está neste momento no Palácio da Alvorada com o presidente. Segundo o líder, Bornhausen defende a fusão de vários ministérios como um modelo mais racional para o País. Ele citou como exemplo, a criação do Ministério da Economia, que seria resultante da fusão dos ministérios da Fazenda, Orçamento e alguns outros.
A proposta inclui também a criação do ministério da Infra-estrutura, com a fusão dos ministérios de Minas e Energia, Transportes e Comunicação e a fusão dos ministérios da Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia. Pela proposta do presidente do PFL, os ministérios seriam reduzidos dos atuais 23 para 14 ou 15. A proposta, segundo Inocêncio Oliveira, é coerente com a defendida por Bornhausen durante a Assembléia Nacional Constituinte, de um organograma de governo com apenas 12 ministérios.
Inocêncio Oliveira disse que o PFL apóia a proposta do seu presidente, embora considere que existe uma distância entre "o Brasil virtual e o real". "Não sei como o presidente (Fernando Henrique) poderá fazer isso, com uma base heterogênea. "Como ele pode abdicar de uma composição, quando ainda está submisso à lógica perversa dos três quintos", questionou Inocêncio, referindo-se à necessidade da bancada governista contar com 3/5 dos votos do Congresso para aprovar reformas constitucionais.
O líder do PFL ressaltou, no entanto, que o presidente Fernando Henrique tem toda liberdade para fazer as mudanças que julgar necessária na sua equipe. Na opinião do líder, a consciência da crise econômica fará com que os partidos da base de sustentação política votem as reformas constitucionais necessárias para o País.


