Brasília, 24 (AE) - O líder do governo na Câmara, Inocêncio Oliveira, disse há pouco que a Executiva Nacional do PFL referendou hoje a proposta do Movimento Trabalhista do partido para defender um salário mínimo de R$ 177,00, que é o equivalente a US$ 100,00, ao câmbio do dia em que a proposta foi lançada. Segundo Inocêncio, o reajuste para R$ 150,00 como está sendo proposto pelo governo, é muito pouco. "Um aumento de 14 reais significa menos que 50 centavos por dia", observou o líder.
Segundo ele, a proposta de aumentar o mínimo para R$ 177 00 será levada hoje ao ministro da Fazenda Pedro Malan, pela comissão do partido que está estudando o reajuste do mínimo. O encontro será às 18 horas. Inocêncio disse que a comissão espera ouvir do ministro quais são os obstáculos para esse reajuste, com o objetivo de fazer um estudo mais aprofundado para identificar fontes de recursos que possam viabil izar a proposta de pagamento do mínimo de R$ 177 para os aposentados e pensionistas da Previdência.
Ontem, o presidente do PFL, Jorge Bornhausen, apresentou como parte das opções a serem estudadas o uso das receitas previstas com o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e o Funtel, que tem por objetivo original financiar a pesquisa tecnológica Bornhausen acredita que as duas fontes poderão gerar R$ 1,5 bilhão por ano. No ano passado, Bornhausen tentou aprovar no Senado uma emenda que isentasse as operadoras de telecomunicações do pagamento da taxa do Fust, que será de 1% do seu faturamento anual. Mas teve que desistir, diante da resistência. Ontem Bornhausen defendeu o uso desses recursos com o argumento de que embora seja importante a universalização das telecomunicações e a pesquisa, o Brasil deve dar prioridade ao que ele considera um grande programa de renda mínima no País, que é o pagamento de um salário mínimo para os aposentados do setor rural.

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