PFL defende criação do Ministério da Segurança Pública
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quinta-feira, 15 de junho de 2000
De Brasília Agência Folha 
A retomada das discussões sobre a necessidade de ações na área de segurança pública levou o PFL a apresentar ontem duas propostas para o combate à violência. O líder do partido na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE), defendeu a criação do Ministério Extraordinário de Segurança Pública.
O deputado Moroni Torgan (PFL-CE), relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Narcotráfico, entregou uma proposta emergencial para a segurança.
A proposta de Moroni, que recebeu o apoio da Executiva do partido reunida ontem, foi entregue ao presidente Fernando Henrique Cardoso durante o jantar com a bancada do PFL na noite de quarta-feira. O presidente afirmou que leria o documento.
Moroni defende a criação da Escola Superior de Segurança Pública, que funcionaria como um centro de pesquisa na área de defesa social e promoveria cursos de aperfeiçoamento na área de segurança.
O deputado propõe também a criação de um cadastro único de correntistas no Banco Central para ajudar no combate à lavagem de dinheiro do crime organizado.
O plano elaborado pelo parlamentar inclui a contratação de 5 mil agentes da Polícia Federal, a destinação de R$ 50 milhões para reequipar a Polícia Federal e R$ 5 milhões para operações especiais.
Inocêncio defendeu a criação do Ministério de Segurança Pública afirmando que o órgão desvincularia as ações de segurança do Ministério da Justiça e as ações da área estratégica do governo.
O ministério seria responsável pela integração das ações do governo federal, dos Estados e dos municípios, argumentou Inocêncio.


