PF vai pedir prisão de grileiros de terras
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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2001
Hugo Marques Agência Estado De Brasília 
O diretor-geral da Polícia Federal, Agílio Monteiro Filho, anunciou ontem que vai pedir nos próximos dias a prisão preventiva de vários grileiros de terras no País. Entre eles, Falb Saraiva de Farias, considerado um megalatifundiário da Amazônia que seria dono de documentação fraudulenta de 6,8 milhões de hectares. A PF vai abrir mais 87 inquéritos para investigar grilagem de terras.
O governo realizou ontem uma reunião de avaliação, onde ficou decidido que vários grileiros terão os pedidos de prisão preventiva solicitados nos próximos dias. Participaram da reunião o ministro da Justiça, José Gregori, do Desenvolvimento Agrário, Raul Jungmann, o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Orlando Muniz, e Monteiro Filho, da PF.
Monteiro Filho não deu o número exato de pedidos de prisão, mas dentro do próprio governo se fala em mais de 30 pessoas envolvidas em falsificação de documentos para fraudar títulos de terras ou para tentar extorquir dinheiro público. A Polícia Federal já instaurou 31 inquéritos policiais para investigar grilagem, desde que criou a Delegacia Especializada de Conflitos Agrários e Fundiários (Decaf), no ano passado.
Além de grileiros de terras, a PF investiga a cobrança de pedágios por parte do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que são porcentuais sobre a liberação de crédito de recursos públicos. Monteiro Filho disse ontem que o inquérito envolvendo o MST está evoluindo, mas preferiu não antecipar se há algum representante de movimento social que poderá ser preso.
Raul Jungmann cobrou punição para as pessoas envolvidas no massacre de cinco seguranças particulares de fazendas em Apiacás, no Mato Grosso, no sábado. É um crime bárbaro e inaceitável.


