PF vai participar de investigação sobre morte no DF
PUBLICAÇÃO
sábado, 04 de dezembro de 1999
Por Adriana Fernandes e Demétrio Weber 
Brasília, 04 (AE) - A Polícia Federal vai acompanhar as investigações do assassinato do servidor José Ferreira da Silva, morto na quinta-feira com tiro de arma calibre 12 em operação da Polícia Militar do Distrito Federal (DF). A determinação partiu do presidente Fernando Henrique Cardoso, que orientou o ministro da Justiça, José Carlos Dias, a procurar o governador do DF, Joaquim Roriz (PMDB). Os dois conversaram por telefone na sexta-feira à noite e Roriz aceitou a ajuda da PF no caso.
Os detalhes da participação da PF na investigação vão ser definidos na segunda-feira, em reunião do ministro da Justiça com o novo secretário de Segurança Pública do DF, José de Jesus Filho, que assumiu o cargo na sexta-feira. A operação da PM foi para dispersar um piquete de servidores da empresa de urbanização do DF, Novacap. Eles reivindicavam reajuste salarial bloqueando, sentados, os portões de acesso à empresa.
Segundo fontes do Palácio do Planalto, o presidente quer que apuração do caso seja a mais independente e transparente possível, sem "risco de contaminação" pelo fato de as investigações estarem sob responsabilidade da própria corporação que comandou a operação e da Polícia Civil. O secretário de Segurança que determinou a ação da PM, Paulo Castelo Branco, foi afastado.
A participação da PF foi reivindicada pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vicente Paulo da Silva, e pelo presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, que na sexta-feira estiveram no Palácio do Planalto reunidos com o ministro da Casa Civil, Pedro Parente. Logo após o encontro, o ministro Pedro Parente conversou com o presidente Fernando Henrique, que passou a orientação para que a PF entrasse no caso.


