PF tenta flagrar garimpeiros
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sexta-feira, 11 de agosto de 2006
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Uma operação sigilosa entre a Polícia Federal, Ministério Público (MP) federal, Polícia Ambiental e Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) terminou frustrada na manhã de ontem. A equipe de fiscalização de garimpos ilegais de diamante na região de Telêmaco Borba fez uma vistoria nas margens do Rio Tibagi e não encontrou garimpeiros. Apenas as marcas da exploração ilegal de pedras preciosas. Equipamentos foram apreendidos, mas existe a suspeita de que os garimpeiros tenham sido alertados sobre a operação.
Em Curitiba, ninguém do DNPM quis falar sobre o assunto. Entretanto, o MP federal acredita que o vazamento de informação tenha saído do departamento. A suspeita fará parte de um relatório sobre garimpos no Paraná que deverá ser entregue à Controladoria Geral da União (CGU). Em junho deste ano, uma fiscalização conjunta terminou com a prisão de duas pessoas na verificação de 36 pontos de garimpo ao longo do Rio Tibagi. Motores de barcos, documentos e diamantes foram apreendidos.
Uma das presas teria movimentado, segundo o MP, cerca de R$ 7 milhões em diamantes extraídos ilegalmente e que teriam sido enviados para a Europa e o Oriente Médio. A prisão mais inesperada foi a do então superintendente do DNPM, Wadir Brandão, que seria responsável por autorizar o funcionamento de mineradoras e emitir certificados para o comércio internacional de pedras preciosas. As investigações demonstraram que a corrupção dentro do DNPM no Paraná existia há pelo menos três anos. Escutas telefônicas autorizadas judicialmente demonstraram que havia a cobrança de propina dos garimpeiros para autorização da extração mineral.


