A Polícia Federal de Londrina pediu ontem à Superintendência da PF em São Paulo informações sobre Elias Quintino do Nascimento, 32 anos, sequestrador de avião, que saiu da penitenciária de Araraquara no dia 26 de abril para passar a Páscoa com parentes e não voltou. Suspeito de participar do roubo do Boeing da Vasp, foi condenado a sete anos por roubar um avião bimotor na cidade de Itápolis, interior de São Paulo, em dezembro de 1998.
A PF em Curitiba irá tentar fazer hoje o retrato falado dos ladrões que sequestraram o Boeing 737/200 da Vasp. De acordo com o chefe em exercício da PF em Londrina, delegado João Luiz do Prado, os peritos irão fazer o trabalho com base no depoimento dos tripulantes do vôo 280, que tiveram contato com os bandidos quando eles ainda não usavam capuz.
O delegado acredita que não será difícil identificar os autores do sequestro, mas localizá-los e prendê-los é mais complicado. A assessoria de imprensa da Vasp não confirmou os depoimentos, mas adiantou que os tripulantes comparecerão se houver convocação. De acordo com a assessoria, os seis tripulantes receberam folga após o sequestro.
Um depoimento bastante esperado é do representante da TGV, Joelson Goes Maciel, que acompanhava o transporte do dinheiro no vôo 280. Segundo contou à Polícia, os ladrões foram direto à ele dizendo que já o conhecia. Um dos ladrões manteve uma pistola apontada contra a cabeça de Maciel para que ele entregasse o relatório sobre os R$ 5 milhões.
A participação do piloto Uel Leite de Souza, 44 anos – assaltante e traficante internacional de armas – foi descartada ontem com a confirmação de que ele está detido na Colônia Agrícola Monte Cristo, a 12 km de Boa Vista (Roraima). Uel Souza foi preso pelo assalto pelo roubo de R$ 6 milhões do Banco do Brasil de Boa Vista, ocorrido em janeiro do ano passado.
A possível participação de Marcelo Moacir Borelli, um dos assaltantes mais conhecidos no Norte do Estado e foragido da polícia, ainda é incógnita para a PF. A suspeita foi levantada pelo delegado da Polícia Civil de Porecatu (85 km ao norte de Londrina), Márcio Vinícius Ferreira Amaro. Mas segundo João Luiz do Prado, Borelli não estaria no vôo 280.

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