PF será mantida na Estrada do Colono até fim de obra
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segunda-feira, 20 de agosto de 2001
Emerson Dias<BR>De Foz do Iguaçu 
Os últimos cinco policiais federais que fazem a segurança da Estrada do Colono, via que corta o Parque Nacional do Iguaçu e que foi fechada há dois meses por ordem da Justiça Federal, devem sair do local somente no dia três de setembro.
A retirada dos agentes estava prevista para o último final de semana, mas segundo o delegado-chefe da PF em Foz, Joaquim Cláudio Figueiredo Mesquita, a Chefia Geral da PF decidiu prorrogar o prazo devido ao acordo mantido com o Ibama. ''A situação é avaliada a cada 15 dias. Em setembro, o assunto será novamente discutido em Brasília'', disse Mesquita. Ele lembra que, entre os motivos que determinaram a nova prorrogação, estaria o atraso na construção de um posto de serviço ao lado da estrada. A obra deve abrigar futuramente uma equipe de policiais militares florestais. Cálculos da PF apontam que cada homem mantido no local tem um custo diário de R$ 70,00.
A estrada de 17,6 quilômetros foi fechada no dia 13 de junho deste ano por determinação do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região de Porto Alegre (RS) depois de quatro anos de funcionamento ilegal. Diversos tratores foram usados para escavar valas e revolver a terra compactada pelo trânsito de veículos. O trabalho foi executado por mais de 250 homens, entre soldados do Exército, policiais federais e funcionários de uma empresa contratada pelo Ibama.
Construída na década de 20, a Estrada do Colono foi reaberta por moradores da região em 1997 para facilitar o acesso entre as regiões oeste (Serranópolis do Iguaçu) e sudoeste (Capanema), reduzindo a distância em até 140 quilômetros. Para ambientalistas e pesquisadores, no entando, a operação encerrou definitivamente a circulação de veículos dentro da reserva, garantindo definitivamente o equilíbrio ecológico do refúgio de 185 mil hectares.
Segundo a assessoria da Associação de Integração Comunitária Pró-Estrada do Colono (Aipopec), continuam as tentativas de entrar com uma liminar contra a determinação da juíza do TRF, Marga Inge Barth Tessler.


