PF questiona isolamento de delegado e agentes
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segunda-feira, 16 de junho de 2003
Evandro Fadel<br> Agência Estado 
Curitiba - A Superintendência da Polícia Federal no Paraná encaminhou um pedido à Corregedoria da Justiça Federal em Porto Alegre para que reveja a decisão da juíza federal de Foz do Iguaçu Alessandra Fávaro, que ordenou a incomunicabilidade do delegado Marco Antonio Faria e outros quatro agentes da PF da cidade. Eles são testemunhas de acusação no processo que apura o envolvimento de 22 agentes da PF, dois policiais rodoviários, quatro fiscais da Receita Federal e dez atravessadores de contrabando. A chamada Operação Sucuri desmontou um esquema de passagem de carros e mercadorias roubadas pela fronteira.
Segundo o presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal no Paraná, Alcion Dalle Carbonare, eles estão incomunicáveis até os telefones celulares foram recolhidos e vigiados por funcionários da Justiça desde a tarde de sexta-feira, na Associação dos Magistrados em Foz do Iguaçu. ''Isso é prisão administrativa, uma espécie de detenção branca'', protestou o delegado. Caso não consiga liberá-los via corregedoria, a associação pode entrar com pedido de habeas-corpus no Tribunal Regional Federal da 4 Região, em Porto Alegre.
A juíza informou, por meio da assessoria de imprensa da Justiça Federal, que a incomunicabilidade dos delegados e agentes da Polícia Federal arrolados como testemunhas está prevista nos autos do processo. Segundo ela, o pedido foi feito pelo Ministério Público e pelos advogados de defesa dos acusados. A medida é para evitar que eles mantenham qualquer contato com as pessoas que já testemunharam. Elas começaram a ser ouvidas na última quinta-feira. Os depoimentos devem terminar amanhã. Conforme forem depondo, a medida será relaxada.


