São Paulo - O grupo criminoso que vendia vagas em vestibulares de Medicina fraudou o processo seletivo de 40 faculdades e universidades. A Polícia Federal chegou a divulgar lista com 54 instituições, porém a informação foi corrigida ontem à tarde. Ontem a PF divulgou também que 51 pessoas foram presas na Operação Calouro, deflagrada em dez Estados. Na primeira fase das investigações, os agentes federais focaram nos membros permanentes dos grupos.
De acordo com a PF, a próxima etapa será identificar os alunos que teriam recorrido ao esquema criminoso para entrar na universidade. Os alunos responderão a processo criminal. A polícia afirma que ainda não tem como precisar quantas pessoas foram beneficiadas pelo esquema.
Segundo delegado Leonardo Damasceno, chefe do núcleo de inteligência, as quadrilhas chegaram a fraudar o processo seletivo de 40 faculdades e universidades, entre elas PUC-Pelotas (RS), Anhembi Morumbi (SP), Estácio de Sá (RJ), Centro Universitário de Maringá (PR) e PUC-Campinas (SP).
De acordo com a assessoria de imprensa do Cesumar, a instituição foi alvo de uma tentativa de fraude no primeiro vestibular, realizado em janeiro deste ano. ''No começo deste ano, durante a aplicação das provas do primeiro processo seletivo do curso de Medicina do Cesumar, a instituição identificou tentativas de fraude. Os candidatos estavam portando pontos eletrônicos e celulares e foram encaminhados à 9º Subdivisão Policial de Maringá, que ficou responsável por tomar as medidas cabíveis. Esta foi a única vez que em foi detectada alguma tentativa de irregularidade com os processos seletivos do Cesumar. A instituição preza pela ética, transparência e segurança em todas as suas ações e sempre mantém ativo um grupo de seguranças e fiscais para assegurar a lisura dos vestibulares'', declarou a Cesumar, em nota enviada à imprensa.
A assessoria também informou que não houve nenhuma ocorrência ou tentativa de fraude constatada no último vestibular, realizado no dia 15 do mês passado. O exame foi aplicado pela Coordenação de Vestibulares e Concursos da PUC de São Paulo.
Os vestibulares eram fraudados de duas formas. Numa delas, ''pilotos'' faziam a prova no lugar dos candidatos, usando documentos falsos. Essa opção custava ao ''cliente'' de R$ 45 mil a R$ 80 mil. Na outra, ''pilotos'' respondiam rápido as questões para enviá-las por mensagens de celular ou ponto eletrônico. Custo: R$ 25 mil a R$ 40 mil. (Com Equipe Bonde)

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