Curitiba - Os servidores da Receita Federal (RF), Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizam hoje, das 8 às 12 horas, uma operação padrão nos postos de fiscalização espalhados pelos 16 mil quilômetros de extensão fronteiriça do Brasil. Este ato faz parte do Movimento em Defesa dos Órgãos de Fronteira, organizado pelos três órgãos. No Paraná, a ação ocorre na Ponte Internacional da Amizade e no posto da PRF de Santa Terezinha de Itaipu, em Foz do Iguaçu; no trevo das Cataratas, em Cascavel; e na Ponte Ayrton Senna, em Guaíra, na divisa entre o Paraná e Mato Grosso do Sul.
A mobilização reivindica a implantação definitiva do adicional de fronteira, melhoria na estrutura dos órgãos e fornecimento de equipamentos novos, além do aumento no efetivo e a valorização dos profissionais. Simultaneamente às operações no Paraná, postos de outros 10 Estados também estarão realizando a medida - Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Amazonas, Acre, Amapá, Roraima e Pará.
''Temos menos de 300 servidores da PF atuando na região de fronteira só no Paraná, mas precisaríamos de um número três vezes maior que este para atender todas as nossas atribuições'', disse Bibiana de Oliveira Orsi Silva, delegada sindical de Foz do Iguaçu do Sindicato dos Policiais Federais do Paraná (Sinpef-PR). ''Temos a necessidade de acrescentar 80% a mais de profissionais no efetivo que hoje atua na região de fronteira. São 16 mil quilômetros de fronteira aberta, por onde transitam drogas, armamento pesado e produtos piratas. Fazemos o que podemos, mas ainda faltam mais profissionais'', reforçou o inspetor Ismael de Oliveira, presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários do Paraná (Sinprf-PR).
Nos postos de fiscalização espalhados pelo Brasil, informam as entidades, além da operação, também serão entregues algumas panfletos informativos com os pedidos das categorias. ''Aguardamos que o Plano Nacional de Fronteiras (lançado em junho de 2011) realmente seja benéfico para as regiões. Entretanto, na prática, não houve nenhuma mudança até agora. Além disso, no caso específico dos auditores fiscais, não temos um reajuste desde 2008. Falta valorização da categoria'', afirmou o auditor fiscal Flávio Bernardino de Carvalho, secretário-adjunto de finanças do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), em Foz do Iguaçu.
A Equipe da Folha entrou em contato com a assessoria do Ministério da Justiça e da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, para comentar a mobilização, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.

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