PF prende traficante colombiano
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terça-feira, 07 de agosto de 2007
Folhapress 
São Paulo- O colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia, o Chupeta, um dos traficantes de drogas mais procurados do mundo, foi preso na manhã de ontem, em um condomínio da Grande São Paulo, durante a operação Farrapos da Polícia Federal. Com ações em seis Estados --São Paulo, Rio, Minas, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul--, a operação havia capturado 12 suspeitos, até a tarde de ontem. O objetivo é prender 17.
Considerado herdeiro do cartel de Cáli, Abadia permanecerá preso, à disposição da Justiça, na Superintendência Regional da PF, na Lapa (zona oeste de São Paulo).
O ministro da Defesa de Colômbia, Juan Manuel Santos, disse em entrevista à rádio local ''W'' que Abadia deve ser extraditado do Brasil para os Estados Unidos.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusa o colombiano de comandar o cartel do Vale do Norte da Colômbia, que teria enviado toneladas de cocaína àquele país, a partir do México. Os entorpecentes chegariam por rotas aéreas e marítimas da costa colombiana.
Em 1996, quando Abadia se entregou à polícia colombiana, os Estados Unidos pediram a extradição dele pelo ''presumível envolvimento'' com o cartel, mas não foram atendidos. Na ocasião, o traficante confessou ter enviado 30 toneladas de cocaína aos Estados Unidos e atuado no cartel de Tijuana (México). Com a confissão, o colombiano acabou beneficiado e, embora tenha sido condenado a 23 anos de prisão, foi solto em 2002.
Segundo o ministro de Defesa colombiano, a quadrilha de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro liderada por Abadia é uma das mais ricas do mundo, com um patrimônio estimado em US$ 80 milhões. O governo dos Estados Unidos oferecia US$ 5 milhões a quem desse informações que levassem à prisão do colombiano.
Conforme a Polícia Nacional da Colômbia, Abadia está envolvido com o tráfico desde 1986. ''Ele criou sua própria rede distribuidora na cidade de Nova York, convertendo grande parte de seu capital fruto de negócios ilegais em bens dos quais a maioria está em nome de seus familiares e de terceiros'', afirma a polícia.
O narcotraficante é suspeito de ter ordenado chacinas e ataques que resultaram na morte de mais de 300 pessoas (35 delas de apenas duas famílias).
Os assassinatos ocorreram na Colômbia e nos Estados Unidos, de acordo com o DEA (Drug Enforcement Administration, a agência norte americana contra drogas) e com governo colombiano.
Os policiais federais Jaber Saad, Julio Bortolato e Fernando Francischini durante entrevista à imprensa: colombiano preso em um complexo residencial de luxo em Sao Paulo é suspeito de ter ordenado chacinas de mais de 300 pessoas


