São Paulo - A Polícia Federal prendeu hoje ao menos 29 pessoas acusadas de integrar um grupo de extermínio que atuava na região de Caruaru (132 km de Recife). Estima-se que a quadrilha tenha matado cerca de mil pessoas nos últimos cinco anos.
A PF, que classificou o grupo de ''empresa do homicídio'', constatou que os acusados cometiam de três a quatro homicídios por semana -cerca de 200 assassinatos por ano.
A suposta quadrilha era formada por policiais militares, pistoleiros e empresários.
As investigações começaram em fevereiro deste ano, a partir de uma apuração sobre tráfico de drogas em Caruaru.
''Descobrimos a empresa ''Homicídios S.A.', porque era um grupo de pessoas que faturava em cima disso'', disse Jorge Pontes, superintendente da PF em Pernambuco.
Segundo Pontes, a população da região sabia da existência do grupo de extermínio.
''As pessoas (interessadas em matar alguém) contratavam um intermediário que subcontratava matadores ou pistoleiros de aluguel que recebiam a cobertura de policiais militares'', afirmou Pontes.
Para o superintendente, os motivos dos homicídios eram ''banais''. ''As pessoas que lançam mão destes serviços são empresários, por exemplo, que tem um desafeto, um concorrente, ou até porque alguém bateu no filho dele numa festa.''
Pontes dividiu as vítimas em dois grupos: ''ordinários'' e ''inocentes''. ''As vítimas eram desde pessoas que se envolveram em crimes e trambiqueiros que não pagavam dívidas até inocentes que muitas vezes só não se relacionavam bem com outras, por questões amorosas ou familiares.''

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