A Polícia Federal prendeu, na manhã de ontem, os dois últimos integrantes da quadrilha que assaltou e matou o velejador Peter Blake. São eles o catraeiro (piloto de pequena embarcação) Rubens da Silva Souza que transportou os assaltantes da praia até o veleiro de Blake e José Pantoja, irmão de Izael Pantoja, também preso.
Eles foram detidos na Ilha de Santana, distante 24 quilômetros de Macapá. Com eles, a PF apreendeu o bote inflável roubado do veleiro e um relógio que levava o nome do veleiro de Blake, Seamaster. A peça fora fabricada pela Ômega uma das patrocinadoras da expedição de Blake.
Na madrugada de sexta-feira, pouco mais de 24 horas após Blake ter sido morto pelo bando, a polícia prendeu os primeiros quatro suspeitos: Izael Pantoja da Costa, Ricardo Colares Tavares, José Irandir Colares Cardoso e Reni Ferreira Macedo.
Eles confessaram a autoria do crime, mas disseram que não sabiam que a vítima era uma pessoa ''tão importante e famosa''. Disseram ter visto o veleiro e resolvido assaltar. Vários membros da quadrilha já têm passagens pela polícia. Foram presos outras vezes por roubo, assalto e estelionato.
Não se trata de uma quadrilha especializada em assaltos a embarcações, embora nos rios do Amapá roubos e assaltos a embarcações sejam constantes. O assessor de imprensa da Polícia Federal, José Araújo Filho, confirma. ''Nós sabemos que quase todos os dias barcos são assaltados, mas não é nossa competência cuidar disso. Só entramos no caso quando as embarcações têm bandeiras estrangeiras.''
O corpo de Blake seria levado ontem à noite para São Paulo por um avião da Força Aérea Brasileira para depois seguir para a Inglaterra, onde está previsto o sepultamento. O corpo foi embalsamado na Polícia Técnica por uma funerária de Macapá que recebeu orientações de uma funerária da Nova Zelândia sobre as técnicas que deveriam ser adotadas para sua conservação. O trabalho começou às 17 horas de sábado e terminou apenas na madrugada de ontem.
Até o fim da tarde de ontem, o veleiro Seamaster continuava fundeado no balneário de Fazendinha. Embora liberado desde sábado pela Polícia Federal, a embarcação aguardava a liberação da Capitania dos Portos para deixar o País.

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