A Polícia Federal prendeu um grupo que planejava ataques terroristas durante os Jogos Olímpicos no Brasil na manhã desta quinta-feira (21). A operação foi deflagrada faltando 15 dias para o início do evento.

Informações obtidas preliminarmente apontam que os suspeitos preconizam a intolerância racial, gênero e religiosa. Os nomes dos presos não serão divulgados para não atrapalhar as investigações; o processo tramita sob sigilo.

O grupo teria sido recrutado pelo Estado Islâmico (EI) na internet. A linha de ação é a mesma dos ataques em Orlando, no Estados Unidos, e Paris, na França.

Segundo o ministro da Justiça, Alexandre Moraes, os dez presos pela Polícia Federal usavam as redes sociais e outros serviços de mensagens para se comunicar. Os aplicativos preferidos eram o Telegram e WhatsApp. Duas pessoas estão sendo rastreadas, mas ainda não foram presas.

Os mandados de prisão são justificadas por atos preparatórios, ou seja, os envolvidos já haviam começado a preparar ações terroristas.

As prisões ocorreram simultaneamente em dez estados do Brasil. Um dos detidos teria entrado em contato com um site do Paraguai, interessado em comprar um fuzil. Não há informações se a arma, de fato, foi adquirida.

Várias mensagens, segundo as investigações, mostram o grupo comemorando os atentados em Orlando e em Nice, na França. As execuções realizadas pelo EI também eram compartilhadas entre eles.

Ainda conforme os grampos, os acusados comentavam que o Brasil não fazia parte da coalizão contra o EI, mas passou a ser alvo no momento em que virou sede da Olimpíada e receberá diversos estrangeiros.

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