Curitiba- A Polícia Federal (PF) prendeu, ontem, em Curitiba, 13 integrantes de uma quadrilha especializada em roubos a bancos da Caixa Econômica Federal, carros-forte e sequestro. A PF aponta o grupo como de alta periculosidade e com antecedentes criminais, oriundo da quadrilha do assaltante Paulo Seco e com membros ligados a uma facção criminosa. A ''Operação Limpeza'' teve a execução antecipada pela PF para evitar que mais uma agência da Caixa fosse assaltada pela quadrilha, ontem, dentro do prédio da Justiça Federal, na Rua Voluntários da Pátria, no Centro da cidade.
Segundo o delegado da PF, Wagner Mesquita de Oliveira, a quadrilha tinha planejado o assalto à agência na segunda-feira, mas desistiu da investida quando percebeu que estava sendo vigiada. ''Eles achavam que estávamos reforçando a segurança devido à greve dos transportadores de valores. Por isso, resolveram voltar no dia seguinte para concluir o assalto, até porque sabiam que chegaria mais um carro-forte com R$ 100 mil'', conta.
Conforme o delegado, esse seria o quarto assalto a agências da Caixa feito pela quadrilha, em Curitiba, desde outubro de 2007, além do sequestro da família de um gerente da Caixa, há cerca de 30 dias.
A operação foi realizada com 75 homens também da PF de Paranaguá e do Grupo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especiais (Tigre) da Polícia Civil do Paraná, somando 75 homens. Na ''Operação Limpeza'', que teve as investigações iniciadas, há cerca de cinco meses, estava prevista a participação de 120 policiais que viriam de outros municípios do Paraná, do estado de Santa Catarina e de Brasília. Ontem, foram capturados nove dos dez integrantes que estavam numa pensão no Largo da Ordem, por volta das 11h50. Houve trocas de tiros, mas ninguém ficou ferido.
Um dos integrantes fugiu pulando pelos prédios das redondezas, no sentido do Shopping Mueller. Outras quatro pessoas envolvidas foram detidas com mandado de busca e apreensão em outras localidades de Curitiba. Dentre os 13 presos estavam duas mulheres, um pai-de-santo, um advogado, um homem ligado à facção criminosa e outro do Rio de Janeiro conhecido como ''Carioca'', o comandante da quadrilha, o ''Grilo'' - ex-integrante da quadrilha de Paulo Seco - e um vigilante da Caixa. A PF investiga uma possível participação da empresa de segurança terceirizada pelo banco e de outro vigilante que favorecia a quadrilha.
No total, a PF acredita que 20 pessoas serão presas na operação. ''O papel do vigilante era passar as informações do banco para a quadrilha. Ele também aproveitava para colocar pistolas dentro de maletas de executivo para entrar no banco e realizar o assalto'', informou Oliveira. A quadrilha atuava sempre com três homens fazendo o levantamento, outros dois assaltavam e cinco davam cobertura do lado de fora.
Nos locais da prisão a polícia apreendeu coletes da Polícia Civil, farda de vigilantes, três espingardas calibre 12, um fuzil 762, uma espingarda de caça, cinco pistolas, dois revólveres calibre 38, dinamites, explosivos, armas de brinquedo, balança, munição, um laptop e crack.

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