Rio de Janeiro, 25 - A Polícia Federal prendeu hoje o funcionário da gráfica da Fundação Nacional de Saúde, Elíseo Jorge, de 45 anos, acusado de falsificar notas de real.
Ele foi preso em sua casa, na Pavuna, zona norte, após ter sido denunciado pelo gerente da gráfica, Odiel Lopes de Souza, de 45 anos. Jorge, que trabalhava na Fundação há 23 anos, confessou o crime e disse que iria entregar o material a uma suposta quadrilha de caminhoneiros.
Souza começou a desconfiar de seu funcionário porque notara que alguns fotolitos tinham sumido. A partir daí, passou a vigiar os passos de Jorge, que era conhecido entre os colegas como "Pavuna".
O gerente notou que havia um embrulho escondido atrás do armário do funcionário, com a seguinte frase: "Pavuna. Não mexer". Dentro, Souza encontrou diversos fotolitos e uma matriz de uma nota de R$ 50,00.
O responsável pela gráfica comunicou o fato à direção da Fundação Nacional de Saúde, que acionou, então, a polícia. Quando chegaram ontem à gráfica , os policiais não encontraram o funcionário, que não tinha ido ao trabalho. Eles, porém, arrombaram o armário de Jorge, onde encontraram quatro matrizes: duas para notas de R$ 50,00; uma para R$ 10,00 e outra para R$1 00. Peritos da polícia disseram que, dependendo do papel utilizado, o resultado da falsificação poderia ser perfeito, uma vez que as matrizes encontradas eram de muito boa qualidade. O gerente da gráfica da Fundação disse que não acredita que Jorge tenha rodado as matrizes na gráfica, porque lá o equipamento não era adequado a este tipo de impressão. Jorge foi preso em casa. Ele confessou que fazia as matrizes e disse que o material seria entregue a uma suposta quadrilha formada por caminhoneiros. Os nomes dos integrantes do grupo, no entanto, não foram divulgados pela polícia. Se for condenado, Jorge pode ganhar pena de até 8 anos de reclusão.

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