PF prende cinco agropecuaristas em Londrina
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quarta-feira, 16 de maio de 2007
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
Cinco agropecuaristas foram presos ontem pela Polícia Federal (PF), em Londrina. Eles são suspeitos de participação num esquema de extração, transporte e comercialização ilegal de madeira na região do Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso. As prisões fazem parte da Operação Mapinguari
A delegacia da PF informou, por meio da assessoria de imprensa, que as prisões foram efetuadas em cumprimento a mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça Federal de Cuiabá (MT). Documentos também foram apreendidos. A assessoria não forneceu os nomes dos suspeitos e não deu detalhes sobre a atuação deles na organização, citando apenas a acusação de ''crime ambiental''.
Investigações da PF em conjunto com o Ibama apontaram que o esquema envolvia donos de fazenda, empresários, indígenas e servidores públicos de vários estados brasileiros. No Paraná, foram registradas prisões somente em Londrina.
A quadrilha teria extraído cerca de duas mil cargas de madeira de uma área de 8,5 mil hectares do Parque Nacional Indígena do Xingu, Norte de Mato Grosso, e vendidas ilegalmente para madeireiras em Santa Catarina, Paraná, Goiás e Mato Grosso.
As 47 prisões e 57 mandados de busca e apreensão foram decretados pelo juiz da 1Vara Federal em Mato Grosso, Julier Sebastião da Silva, que acolheu pedido do Ministério Público Federal (MPF). As investigações tiveram início há dez meses. Ao menos 15 madeireiras em cinco Estados foram fechadas e lacradas.
De acordo com a denúncia do MPF, seis índios da etnia Trumai, facilitavam a extração e comercialização da madeira do parque criado em 1961 pelos irmãos Villas Boas.
Além da participação dos índios, quatro servidores do Ibama tiveram as prisões decretadas acusados de aprovarem planos de manejo florestal fraudulentos.
Com 28 mil quilômetros quadrados, vivem no Parque do Xingu cerca de 4 mil índios de 14 etnias. Segundo a lenda indígena, Mapinguari é um ser que protege a floresta contra aqueles que lhe fazem mal. Conhecido dos povos amazônicos como um bicho parecido com o homem, mas de corpo coberto de pêlos e com apenas um olho no meio da testa, sua boca é tão grande que termina na barriga. Ele tem pés virados e mãos em forma de garra.


