PF prende advogado acusado pela morte de agente no MS
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quarta-feira, 24 de junho de 1998
Agência Folha 
O advogado Cléber Rocha Pinto foi preso ontem sob acusação de envolvimento no assassinato do agente da Polícia Federal Marcos Antônio Soares de Assunção, 36 anos, de Dourados (224 km de Campo Grande). Segundo a PF, Pinto era informante do agente morto. Assunção, conhecido como Rambo , era considerado um dos policiais federais mais atuantes em Mato Grosso do Sul e foi morto com cinco tiros anteontem, na periferia de Dourados.
A PF chegou ao advogado após rastrear a última ligação recebida no telefone celular de Assunção, às 12h36. O crime ocorreu às 13h15. O advogado foi detido na tarde do mesmo dia para investigações, mas a prisão só foi decretada ontem.
Em depoimento à Polícia Federal, o advogado confirmou ser informante do agente e admitiu ter feito a ligação telefônica. No entanto, negou participação no crime.
A reportagem apurou que a PF encontrou quatro testemunhas, de nomes não revelados, que reconheceram Rocha Pinto como a pessoa que estava ao volante de uma picape de onde saíram os tiros que mataram o agente federal. O motivo do crime não foi esclarecido.
Assunção recebeu três tiros na cabeça, um no peito e outro na axila esquerda e foi encontrado caído ao lado de uma picape sem placas utilizada pela PF em uma rua no bairro Parque do Lago. Ele estava com um revólver calibre 38 e uma pistola automática, além de um fuzil AR-15, mas não chegou a usar nenhuma das armas.
O delegado que cuida do caso, Delci Teixeira, informou que o policial federal foi encontrar o advogado para receber informações a respeito de um suposto grande carregamento de maconha prestes a chegar do Paraguai. Assunção era o coordenador do serviço Disque-Drogas, criado para receber denúncias contra narcotraficantes na região.


