PF prende 30 jovens por crimes cibernéticos
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sábado, 10 de novembro de 2007
Eduardo Kattah<br>Agência Estado 
Belo Horizonte- Mais uma organização criminosa envolvendo jovens de classe média foi desarticulada ontem. A Polícia Federal prendeu 30 pessoas, todas com idades entre 20 e 25 anos, em Minas Gerais, Bahia e Santa Catarina, suspeitas de participação em uma quadrilha especializada em crimes cibernéticos, lesando correntistas e bancos de todo o País. A PF estima que o crime era praticado há pelo menos cinco anos. Em oito meses de investigação, o grupo teria gerado um prejuízo de cerca de R$ 14 milhões. Nesse período, foram identificadas aproximadamente 200 vítimas em todo o Brasil, mas os policiais federais acreditam que o número de pessoas lesadas é bem maior.
A Operação Ilíada visava o cumprimento de 31 mandados de prisão - sendo 20 preventivas e 11 temporárias - e 34 de busca e apreensão expedidos pela 4 Vara Federal Criminal na capital mineira. Até o final da tarde apenas um suspeito permanecia foragido.
A maior parte das prisões foram efetuadas em Betim - considerada a base da quadrilha -, na região metropolitana de Belo Horizonte. Cinco suspeitos foram presos na capital. A PF cumpriu também mandados de prisão em outras oito cidades mineiras. Uma pessoa foi presa em Joinville (SC) e outra em Porto Seguro (BA).
Segundo a PF, a operação era complexa e ocorria no ambiente virtual. O grupo enviava e-mails em nome de empresas e mensagens simuladas como notícias relevantes para as vítimas. Depois de abertos, os e-mails instalavam um vírus no computador do usuário. Quando a vítima acessava seus dados bancários, os criminosos obtinham acesso às contas correntes e faziam transferências, saques e pagamentos indevidos.
O dinheiro desviado era depositado na conta de laranjas. ''Cada hacker subtraía a quantia de R$ 600 mil por ano, ou seja, R$ 50 mil por mês. O prejuízo total chega a mais de R$ 14 milhões'', disse o delegado Felipe Baeta.


