Manaus - A Polícia Federal prendeu ontem 26 pessoas, entre elas 14 policiais, acusadas de envolvimento numa organização criminosa que atuava, entre Manaus e Tabatinga (AM) e em São Paulo, no tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, roubo, clonagem de veículos e extorsão. Denominada Operação Águia, a ação teve início há dez meses com a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico dos acusados.
E foi deflagrada ontem com os decretos de prisão temporária de 30 acusados e mais 29 mandados de busca e apreensão. Quatro dos acusados estavam foragidos até as 19h. Entre os crimes atribuídos pela PF aos acusados estão a extorsão de dinheiro de donos de postos de combustíveis que fazem rota pelo rio Solimões. Os acusados também se apropriariam de droga confiscada de traficantes, para venda posterior. O roubo e a clonagem de veículos teriam ligação com uma empresa de São Paulo. Três dos supostos envolvidos na organização criminosa eram delegados que pertenciam à cúpula da Secretaria de Estado da Segurança Pública, durante a administração do ex-governador Amazonino Mendes (PFL).
Cerca de 300 agentes federais, dos quais 160 foram deslocados do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Pernambuco, participam da Operação Águia. A ação contou com homens do Coti (Comando de Operações Táticas) da PF e apoio dos ministérios públicos Federal e Estadual, governo do Amazonas, Polícia Militar do Amazonas e Força Aérea Brasileira.

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