Curitiba- Vinte e três pessoas foram presas, em flagrante, pela Polícia Federal (PF), em um assentamento agrícola na Lapa (71 km a oeste de Curitiba), por extração ilegal de madeira. A Operação Contestado (mesmo nome do assentamento) foi deflagrada, ontem, dois dias após o início das investigações, que partiram de denúncia do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Entre os presos, está a proprietária de uma madeireira, assentados, operadores das máquinas e motoristas de caminhão.
Segundo o assessor de comunicação da PF, Altair Menosso, cerca de 15 pessoas estavam cortando as árvores de pinus e eucalipto, na hora do flagrante. Ele explicou que, além da área estar em processo de regularização pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária no Paraná (Incra-PR), o grupo não tinha licença para a extração. São 105 famílias assentadas no local.
Foram apreendidos dois caminhões carregados com toras, dez tratores, 15 motosserras e duas caminhonetes, levados para um depósito da PF, na Região Metropolitana de Curitiba. A PF não soube informar o volume de madeira apreendido, nem o tamanho da área desmatada. A operação envolveu 57 policiais federais e 20 servidores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Os presos deverão ser indiciadas por furto qualificado, formação de quadrilha e apropriação indébita. Essa não foi a primeira vez que se registrou extração ilegal de madeira em assentamentos da reforma agrária.

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