São Paulo- A Polícia Federal (PF) desencadeou ontem duas operações contra o tráfico de drogas, uma no Paraná e São Paulo - operação Mula - e a outra no Piauí e outros quatro Estados - operação Amálgama.
Na operação Mula, a PF desarticulou grupos criminosos que se relacionavam entre si no tráfico internacional de drogas vindas do Paraguai, Bolívia e da Colômbia. Ao longo das investigações, foram presas 31 pessoas e apreendidos veículos e drogas como maconha, haxixe e cocaína.
Dezoito pessoas foram presas pela manhã nos Estados do Paraná e São Paulo durante a operação. Cerca de 100 policiais cumpriram os 16 mandados de busca e apreensão e 18 de prisão em Maringá, Paranavaí, Nova Londrina e Marilena, no noroeste do Paraná, e em Bauru, no interior paulista.
A operação começou no ano passado, com o apoio da Justiça Federal e do Ministério Público Federal em Maringá, e já prendeu 31 pessoas no período, acusados de serem responsáveis pela aquisição de entorpecentes no Paraguai, Bolívia e Colômbia, que seriam distribuídos no Brasil.
Foram apreendidos também 14 veículos, cinco quilos de haxixe, 9,5 quilos de maconha e 29 quilos de cocaína. O grupo investigado possui integrantes considerados de alta periculosidade, acusados de serem reincidentes na prática de tráfico de drogas e também de envolvimento na prática de homicídios e tentativas de homicídios.
Liminar - O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, continuará preso no Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Ontem, 22, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie, rejeitou o pedido de liminar em habeas-corpus ajuizado pela defesa de Beira-mar na tentativa de transferi-lo para o Rio.
Na solicitação, argumentava-se que, em outro habeas-corpus, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) não analisou a suposta ilegalidade da manutenção do traficante por mais de 360 dias no Sistema Penitenciário Federal. Os advogados também afirmavam que o sistema penitenciário federal equipara-se ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) em razão das rígidas regras adotadas.

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