PF prende 18 policiais e 20 empresários
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 27 de junho de 2005
Das agências 
Manaus - A Polícia Federal (PF) no Amazonas prendeu na manhã de ontem dezoito policiais rodoviários federais supostamente envolvidos num esquema de liberação de veículos irregulares após pagamento de propina e mais 20 empresários e empregados de empresas de transporte suspeitos de pagarem ''pedágio'' para a liberação de veículos e cargas.
Os 38 devem responder por extorsão, formação de quadrilha e corrupção ativa e passiva. Ainda na operação foram apreendidos do pátio de transportadoras supostamente envolvidas no esquema trinta caminhões e tratores com chassis e placas adulterados.
Segundo a PF apurou inicialmente, a passagem de uma carreta em condições irregulares, nos postos da Polícia Rodoviária Federal no Amazonas, podia custar de R$ 1 a R$ 2 mil. Não há levantamento de valores totais de quanto a quadrilha pode ter lucrado nos cinco anos em que durou o esquema investigado. ''O levantamento não é simples porque não havia um tesoureiro no esquema: a propina era dividida no momento do ilícito'', contou o delegado federal Osmar Tavares de Melo, responsável pela operação.
A Operação Mercúrio - assim batizada por ser o nome do deus do comércio e do transporte de mensagens na mitologia greco-romana -, segundo Osmar de Melo, ainda não aponta indícios de que tenha havido facilitação no transporte rodoviário de drogas.
Hoje o suposto líder dos policiais, o policial rodoviário federal Jones Andrade Menezes, terá publicada sua exoneração do cargo de chefe do Núcleo de Policiamento e Fiscalização da Polícia Rodoviária Federal no Amazonas.
Cerca de 305 policiais federais, entre eles 60 policiais rodoviários, participaram da operação que teve custo aproximado de R$ 51 mil. Foram 44 mandados de busca e apreensão em escritórios e residências dos acusados, além dos 38 mandados de prisão temporária.
Mampituba Operação das polícias do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, denominada Mampituba, prendeu 25 pessoas suspeitas de participação numa quadrilha especializada em assaltos a carros-forte e sequestros de gerentes de bancos nos dois Estados do Sul. Entre os presos está um subgerente do Banco do Brasil em Passo Fundo, acusado de repassar aos assaltantes informações sobre o fluxo de dinheiro.
As operações eram comandadas no interior do Presídio Central de Porto Alegre, onde estão presos os chefes do bando. De acordo com a polícia, o grupo teria movimentado R$ 2,3 milhões nos últimos dois anos, quando ocorreram pelo menos dez sequestros de bancários nos dois Estados.


