Curitiba - A Polícia Federal (PF) deteve ontem 16 pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha especializada em explodir caixas eletrônicos. As prisões aconteceram em Guaratuba (Litoral), Tijucas do Sul, Pinhais, Piraquara e São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), durante diligências da Operação Dunamis, palavra grega que significa dinamite.
Também foram cumpridos, em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), 30 mandados de busca e apreensão e sete de condução coercitiva. A suspeita é de que o grupo tenha roubado entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões, em sete ocorrências diferentes.
As investigações começaram há um ano. Segundo a PF, os 11 homens, todos com passagem pela polícia, eram responsáveis pela parte operacional, enquanto as cinco mulheres, duas delas com ficha criminal, cuidavam da logística, incluindo guarda de dinheiro e compra de armas e carros.
Além dos presos, um suspeito, que cumpre pena em regime semiaberto, segue foragido. Ele usa tornozeleira eletrônica, no entanto, conseguiu arrebentar o dispositivo e escapar. As autoridades solicitaram a coleta de material genético de todos os envolvidos, para realizar exames comparativos com as provas levantadas - oito veículos e centenas de metros de cordel detonante, usados nos arrombamentos.
Entre os presos está o gerente de uma agência do Bradesco em Piên, na RMC. De acordo com o delegado Rodrigo Morais da Silva, da Delegacia de Repressão a Crimes contra o Patrimônio, ele repassou informações sobre os valores que estavam em dois cofres, abriu as portas dos compartimentos e inutilizou o sistema de alarme.
"Esse gerente já conhecia a quadrilha. No dia 10 de julho, quando ele estava saindo de férias, disse que havia esquecido a carteira e retornou à agência, no momento em que colocou os criminosos para dentro, deixando que atuassem tranquilamente durante três horas", contou.
O grupo promoveu pelo menos outras seis explosões entre outubro de 2014 e julho deste ano, na Capital, em Londrina e Matinhos. Os alvos foram caixas da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil, do Santander e do Itaú, instalados em bancos, hospitais, supermercados e universidades.
Há suspeita ainda de que os presos tenham participado de outras 15 intervenções, todas elas no Paraná. Se condenados, eles responderão pelos crimes de organização criminosa armada, roubo qualificado, furto qualificado, receptação e lavagem de dinheiro. As penas podem chegar a 15 anos de reclusão. A Dunamis mobilizou, ao todo, 140 policiais federais e 26 policiais rodoviários federais.

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