PF prende 13 em combate à sonegação
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quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Folhapress 
São Paulo- Ao menos 13 pessoas envolvidas com o jogo do bicho e a exploração de máquinas caça-níqueis em Pernambuco foram presas ontem pela Polícia Federal. Elas são suspeitas de sonegação de impostos, lavagem de dinheiro, corrupção de policiais e contrabando.
Segundo as investigações da PF, o grupo faturava cerca de R$ 100 milhões por ano, mas declarava à Receita Federal apenas R$ 6 milhões. Juntos, os supostos crimes praticados geraram um prejuízo ao erário estimado em R$ 180 milhões.
Os presos eram ligados a dois dos maiores grupos que exploram a jogatina no Estado: o Monte Carlo's e o Sonho Real.
Do chefe do primeiro grupo, Carlos Alberto Ferreira da Silva, foram apreendidos 20 carros, duas lanchas, um jato particular e um helicóptero. Dez imóveis dele foram sequestrados pela Justiça. Esses bens estão avaliados em cerca de R$ 50 milhões.
Ambos os grupos atuavam com diversas lojas pela cidade, com luzes de néon convidando os clientes. Ontem, nenhuma das lojas foi aberta.
Normalmente, as apostas do bicho são feitas eletronicamente e transmitidas pela internet por meio de redes sem fio. Dentro dos estabelecimentos, ficam as máquinas de caça-níquel e vídeo-pôquer.
Os resultados eram transmitidos por rádio e publicados nos jornais locais, além de poderem ser acessados pelos sites das empresas.
Havia até uma associação patronal das bancas de jogo, a Aval (Associação dos Vendedores Autônomos de Loterias).
Tradicionais, as empresas não funcionavam por meio de liminares ou de uma lei estadual, como em outros locais, e sim devido à tolerância das autoridades, segundo a PF.
Segundo as investigações que geraram a operação (intitulada Zebra), policiais militares e civis recebiam dinheiro para serem coniventes com as ilegalidades.
''A partir de agora, abre-se um leque muito grande para buscar outros agentes públicos envolvidos'', disse Jorge Pontes, superintendente da PF.


