PF prende 11 diretores de sindicato em São Paulo
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segunda-feira, 19 de maio de 2003
Agência Estado 
São Paulo - A Polícia Federal prendeu ontem pela manhã o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de São Paulo, Edivaldo Santiago, e outros 11 diretores. Foi decretada a prisão preventiva de 17 pessoas ligadas à entidade. A ação ocorreu no dia considerado teste de fogo para o novo sistema de linhas de ônibus na capital, algo que a prefeita Marta Suplicy chamou de ''uma coincidência interessante''. Os sindicalistas são acusados de receber propina de até R$ 1,5 milhão por greve e de envolvimento em assassinatos.
Edivaldo foi detido em sua casa, no Campo Limpo. No local, os agentes apreenderam armas, que estavam com três homens que faziam a segurança do sindicalista. Segundo a PF apurou, a proteção era bancada pela Viação Campo Belo. Outros oito diretores do sindicato estão com prisão temporária decretada. Se não se apresentarem em cinco dias, a PF pretende pedir prisão preventiva dos sindicalistas.
Três promotores e uma equipe de policiais federais iniciaram à 7 horas uma blitz na sede da entidade, na Liberdade, região central da capital paulista. O objetivo da missão é apreender documentos e computadores que ajudem na investigação das denúncias de locaute e crimes de homicídios cometidos por diretores do sindicato.
A segurança na sede da entidade, onde estão concentrados pelo menos 30 motoristas e cobradores, é feita por dez policiais militares. Na zona leste, outros trabalhadores desempregados provocaram tumulto na Viação Capital, na região do Tatuapé.
No início da tarde, o diretor jurídico do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de São Paulo, Geraldo Diniz, se entregou à Polícia Federal. O diretor Jorge Luiz de Jesus, também conhecido por ''Febem'', se entregou à PF por volta das 16h.
A mudança das linhas de ônibus não causou grandes tumultos nos principais terminais da capital. Foram registrados atrasos e filas. O maior problema foi a falta de informação sobre as mudanças.


