PF pode apurar denúncias de tortura
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quinta-feira, 11 de julho de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - A Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná (OAB-PR) vai solicitar o deslocamento de competência para a Justiça Federal das investigações da denúncia de tortura supostamente praticada contra os acusados de terem assassinado a adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos. A petição será encaminhada ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Caso o pedido seja aceito, a investigação passará para a Polícia Federal (PF).
O órgão informou ontem que designou os presidentes das Comissões de Defesa dos Direitos Humanos, Advocacia Criminal e Defesa das Prerrogativas da OAB para acompanhar as apurações do homicídio e encaminhou um pedido de providências ao Ministério Público (MPPR).
O MPPR, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), abriu um novo procedimento investigatório para apurar a suposta tortura. Segundo o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, este procedimento segue em paralelo com as investigações sobre a morte da adolescente, que estão sob responsabilidade da 2ª Promotoria de Justiça de Colombo e do Centro de Apoio Operacional (Caop) das Promotorias Criminais.
"Promotores foram ontem até a Casa de Custódia e conversaram com os acusados. Eles afirmaram que foram agredidos muitas vezes e por diversas pessoas. Os homens serão encaminhados para realizar um novo exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML)", explicou Batisti.
Delegados
O Departamento da Polícia Civil (DPC) informou o afastamento temporário dos delegados Agenor Salgado Filho e Silvan Rodney Pereira, que já atuaram no caso. Quem assume a Divisão da Polícia Metropolitana, no lugar de Salgado Filho, é Jairo Estorilio, que estava lotado no 1º Distrito Policial, na capital. Já a delegacia do Alto Maracanã, até então comandada por Pereira, terá como titular Erineu Sebastião Portes, que acumulará a função com a Delegacia de Colombo/Sede.


