PF pede mais cooperação contra crime na rede
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segunda-feira, 18 de maio de 2009
Folhapress 
Brasília - Representantes da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da CPI da Pedofilia do Senado criticaram ontem os provedores de internet que se recusaram a assinar o termo de cooperação com a PF que permite identificar os endereços dos computadores que divulgam imagens de pornografia infantil no Orkut. A PF prendeu oito suspeitos de divulgação de imagens de pedofilia na rede social, mas estima que o número de prisões seria muito maior se houvesse mais cooperação dessas empresas.
Para conseguir identificar os computadores que divulgam as imagens pornográficas, a PF solicita à Google Brasil (que administra o Orkut) informações sobre o perfil do suspeito de pedofilia. A polícia também pede formalmente ao provedor da internet as informações sobre o IP (protocolo da internet) por onde a imagem foi incluída na rede. As operadoras afirmam que essa mudança demanda gastos e problemas, mas por que as outras três assinaram? Não é possível que a metade das operadoras fizeram essa mudança e a outra metade não fez, disse o senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI da Pedofilia.
Ao lado de delegados da PF que investigam crimes de pornografia infantil na rede mundial de computadores, Malta disse que o número de prisões de pedófilos será muito maior se as telefônicas aumentarem o tempo de armazenamento dos dados dos clientes.
O delegado Carlos Eduardo Sobral, da unidade de repressão a crimes cibernéticos da Polícia Federal, disse que as empresas têm tecnologia para permitir a identificação dos IPs de computadores de pedófilos. O que falta é investimento, afirmou. Na prática, para atender à demanda da PF, as empresas telefônicas têm que aumentar a capacidade de armazenamento de dados dos clientes para permitir a identificação de crimes cibernéticos.


