PF pede expulsão de chineses clandestinos presos no Pará
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terça-feira, 14 de setembro de 1999
Por Carlos Mendes, especial para a AE 
Belém, 15 (AE) - O superintendente da Polícia Federal no Pará, Geraldo Araújo, pediu hoje ao Ministério da Justiça a expulsão do país de 19 chineses que entraram clandestinamente no Pará pelo Suriname. Cada um pagou 2 mil dólares ao dono do barco brasileiro Palmeiraço, que costuma fazer contrabando de cigarros de Paramaribo, a capital do Suriname, para Abaetetuba, no norte do Pará. A PF acredita que cerca de 150 chineses vivem hoje ilegalmente no Estado.
Os chineses foram presos no final da semana passada em Barcarena, a 25 km de Belém. Eles foram encontrados pela PF no porão do barco, durante revista . O Palmeiraço havia sido apreendido pela PF e estava ancorado no porto do Iate Clube, em Belém, mas desapareceu misteriosamente.
Foi a terceira vez, em apenas dois anos, que chineses clandestinos entram no Brasil cruzando a fronteira do Pará com o Suriname. Para o chefe da Delegacia Marítima, Aeroportuária e de Fronteira, Ricardo Villaça, a Máfia Chinesa que atua em São Paulo mantém um esquema ilegal de imigração no Brasil que está sendo investigado pela Polícia Federal e pela Interpol.
De acordo com o delegado da PF, José Sales, o grupo fez uma rota comum, que está sendo investigada pela polícia brasileira. Os imigrantes saíram da China de avião para Paramaribo e de lá pegaram o barco rumo a Belém. Da capital paraense eles iriam de ônibus até São Paulo, onde trabalhariam para empresários ligados à Máfia Chinesa. Em troca, ganhariam passaporte e visto de permanência no Brasil.
De acordo com Sales, os chineses podem ficar no máximo dois meses presos em Belém, mas a expectativa é de que eles sejam expulsos do País no início da próxima semana. Sales informou que a Justiça Federal já acatou pedido da PF para que todos sejam deportados. Falta apenas a manifestação oficial do Ministério da Justiça. A expulsão, segundo estimativa da PF, deve custar ao governo cerca de U$$ 60 mil, com passagens e outras despesas.


