PF pede expulsão de 19 chineses presos no Pará
Agência Estado
De Belém
O superintendente da Polícia Federal no Pará, Geraldo Araújo, pediu ontem ao Ministério da Justiça a expulsão do país de 19 chineses que entraram clandestinamente no Pará pelo Suriname. Cada um pagou 2 mil dólares ao dono do barco brasileiro Palmeiraço, que costuma fazer contrabando de cigarros de Paramaribo, a capital do Suriname, para Abaetetuba, no norte do Pará. A PF acredita que cerca de 150 chineses vivem hoje ilegalmente no Estado.
Os chineses foram presos no final da semana passada em Barcarena, a 25 km de Belém. Eles foram encontrados pela PF no porão do barco, durante revista. O Palmeiraço havia sido apreendido pela PF e estava ancorado no porto do Iate Clube, em Belém, mas desapareceu misteriosamente.
É a terceira vez, em apenas dois anos, que chineses clandestinos entram no Brasil cruzando a fronteira do Pará com o Suriname. Para o chefe da Delegacia Marítima, Aeroportuária e de Fronteira, Ricardo Villaça, a Máfia Chinesa que atua em São Paulo mantém um esquema ilegal de imigração no Brasil que está sendo investigado pela Polícia Federal e pela Interpol.
De acordo com o delegado da PF, José Sales, o grupo fez uma rota comum, que está sendo investigada pela polícia brasileira. Os imigrantes saíram da China de avião para Paramaribo e de lá pegaram o barco rumo a Belém. Da capital paraense eles iriam de ônibus até São Paulo, onde trabalhariam para empresários ligados à Máfia Chinesa.





