Curitiba- O superintendente da Polícia Federal (PF) no Paraná, Jaber Saad, negou ontem que a instituição estaria participando de um complô para atingir a família do procurador de Justiça Dartagnan Cadilhe Abilhôa. O procurador afirmou na quarta-feira que a PF estaria participando de uma perseguição política orquestrada pelo secretário estadual de Segurança Luiz Fernando Delazari, que teria culminado no pedido de prisão preventiva do filho de Dartagnan, o investigador da Polícia Civil Ricardo Abilhôa.
De acordo com o procurador, um delegado da PF teria abordado o ex-tenente Alberto dos Santos, acusado de incendiar em 2000 a sede da Promotoria de Investigações Criminais (PIC), então coordenada por Abilhôa. O delegado teria prometido aliviar a situação de Santos se ele acusasse o tenente Elias Ariel de Souza e o coronel Valdir Copetti Neves, ligados a Abilhôa, de terem participado do incêndio.
Saad rebateu as acusações, classificando-as como ''destemperadas''. ''Ele deve estar sob pressão por causa da situação do seu filho, mas sabe que as acusações são totalmente infundadas. A PF exerce suas investigações de maneira totalmente impessoal, sem conotações políticas. O delegado citado por ele nem participou da operação'', afirmou Saad.
O superintendente afirmou que Ricardo Abilhôa responde a inquérito por diversos crimes junto à PF: contra a ordem tributária, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro, tentativa de homicídio, extorsão mediante sequestro, corrupção, concussão e ameaça. A soma de todas as penas passa dos 50 anos de reclusão.
Saad destacou que a iniciativa do inquérito não partiu da PF. ''Nós apenas cumprimos uma determinação da Justiça Federal, que determinou que investigássemos o crime, e em muitos casos estamos pertos da convicção da participação dele'', afirmou.

mockup