Agência Estado
De Brasília
A Polícia Federal (PF) montou uma das maiores operações já feitas no País para prender os assassinos do juiz Leopoldino Marques do Amaral, encontrado morto na terça-feira, em Concepción, no Paraguai. Além dos 30 policiais e peritos que vinham investigando o crime, foram designados ontem mais dez agentes para acompanhar o caso. O policial militar Maurício Marques, preso como suspeito do crime, negou ontem que tenha matado o juiz.
Os 40 agentes e peritos da PF estão checando várias pistas, todas para chegar ao assassino. ‘‘Só depois é que nós vamos atrás dos mandantes do crime’’, disse um delegado que está ajudando nas investigações. A operação para prender os assassinos do juiz foi determinada pelo ministro da Justiça, José Carlos Dias, que foi orientado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso a acelerar as investigações.
O número de policiais envolvidos é maior que o efetivo enviado ao Acre em agosto, de 30 agentes, para investigar o narcotráfico. As investigações foram divididas entre as Superintendências da PF em Cuiabá e Campo Grande, além da delegacia de Ponta Porã (MS), onde o juiz foi visto pela última vez.
A PF não tinha até ontem recebido os laudos técnicos da polícia paraguaia, que poderão trazer mais pistas sobre o crime. A Polícia Criminalística Internacional (Interpol) no Paraguai também não tinha até ontem enviado os relatórios. Segundo delegados da PF, Maurício não era a pessoa cujo retrato falado foi divulgado pelas autoridades.

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