PF monta operação para prender assassinos de juiz
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quinta-feira, 09 de setembro de 1999
Por Hugo Marques e Edson Luiz 
Brasília, 10 (AE) - A Polícia Federal (PF) montou uma das maiores operações já feitas no País para prender os assassinos do juiz Leopoldino Marques do Amaral, encontrado morto na terça-feira (07), em Concepción, no Paraguai. Além dos 30 policiais e peritos que vinham investigando o caso, foram designados hoje mais dez agentes para acompanhar o caso. O policial militar Maurício Marques, preso como suspeito do crime, negou hoje que tenha matado o juiz.
Os 40 agentes e peritos da PF estão checando várias pistas, todas para chegar ao assassino. "Só depois é que nós vamos atrás dos mandantes do crime", disse um delegado que está ajudando nas investigações. A operação para prender os assassinos do juiz foi determinada pelo ministro da Justiça, José Carlos Dias, que foi orientado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso a acelerar as investigações.
O número de policiais envolvidos é maior que o efetivo enviado ao Acre em agosto, de 30 agentes, para investigar o narcotráfico. As investigações foram divididas entre as Superintendências da PF em Cuiabá e Campo Grande, além da delegacia de Ponta Porã (MS), onde o juiz foi visto pela última vez, hospedado num hotel que dá acesso à fronteira com o Paraguai.
A PF não tinha até hoje recebido os laudos técnicos da polícia paraguaia, que poderão trazer mais pistas sobre o crime. A Polícia Criminalística Internacional (Interpol) no Paraguai também não tinha até hoje enviado os relatórios.
Maurício foi preso ontem (09) à noite, na rodoviária de Ponta Porã, depois de embarcar um amigo num ônibus. Segundo a PF
Maurício é suspeito de ser um matador profissional. O policial, ao ser preso em flagrante, portava uma pistola automática 380, sem documentação, arma que é normalmente contrabandeada do Paraguai. A PF ouviu Maurício por nove horas, hoje, mas não conseguiu tirar confissões sobre o crime.
Segundo delegados da PF, Maurício não era a pessoa cujo retrato falado foi divulgado ontem (09) pelas autoridades. "Era bem parecido, mas o homem retratado pode ser matador", afirmou o delegado. Isso levantou a suspeita da PF de que o juiz Leopoldino Amaral não foi assassinado por apenas um, mas por dois ou mais matadores.


