São Paulo- Cerca de 200 policiais federais, em conjunto com fiscais do Ibama e auditores da Receita Federal, desencadearam na manhã de ontem a Operação Caá-Ete, com objetivo de desmantelar uma organização criminosa voltada ao contrabando e falsificação de agrotóxicos. A quadrilha era formada por empresário e funcionários públicos, e atuava em doze cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Goiás. Estão sendo cumpridos nos quatro estados mandados de prisão, busca e apreensão e de sequestro de veículos, expedidos pela Justiça Federal de Carazinho (RS).
Boa parte dos produtos, cerca de cinco toneladas por mês, era contrabandeada e entrava no País principalmente por Ciudad del Este (Paraguai) ou por Rivera (Uruguai). Além de contrabandear os agrotóxicos, a quadrilha era responsável por um esquema de falsificação e distribuição de inseticidas.
No Paraná, a operação realizou uma prisão. A Polícia Federal de Curitiba cumpriu na manhã de ontem um mandado de busca e apreensão no município de Fazenda Rio Grande, Região Metropolitana de Curitiba.
Os mandados foram cumpridos na casa de um motorista, que teve decretada prisão temporária. Ele é suspeito de participar da organização criminosa, sendo o responsável pelo transporte dos agrotóxicos e inseticidas contrabandeados, sob o disfarce de transportar cavalos.

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