PF investiga tráfico de crianças
Agência Estado
Do Rio
A Polícia Federal começou a investigar ontem a existência de uma quadrilha especializada no tráfico internacional de crianças. A suspeita intensificou-se com a prisão de Maria Renata Góes Paes, de 20 anos, acusada de ter sequestrado J.M.M., de 2 anos, no domingo, em Rocha Miranda, na zona norte do Rio. Ela deverá prestar depoimento nos próximos dias na Polícia Federal.
Segundo o delegado José Otílio, o caso será analisado e investigado pela Polícia Federal. No bolso da roupa da acusada, policiais civis encontraram dois tíquetes de passagens áereas usadas para Buenos Aires.
No depoimento, Maria Renata apresentou versões contraditórias para esclarecer o crime. Ela disse que o objetivo do sequestro era embarcar J. para o exterior. Depois, a moça confessou que pretendia vender o bebê e comprar passagens de volta para Alagoas, onde nasceu. Ela parecia uma pessoa desequilibrada, afirmou o delegado.
Maria Renata foi presa quando estava na Igreja Batista Nova Filadélfia, em Rocha Miranda. Ela levou a menina da casa da avó, a aposentada Maria Martins dos Santos, de 63 anos, no domingo. A avó de J. conheceu a acusada na rua e a levou para casa. A moça disse que precisava de um lugar para morar, pois havia acabado de chegar de Alagoas.
Juiz A Polícia Federal vai participar das buscas para encontrar e prender o juiz Francisco Pereira de Lacerda, condenado anteontem a 35 anos de cadeia como mandante de um duplo assassinato em Pau dos Ferros-RN, onde ele era titular da comarca. Lacerda, paraibano, exerceu a carreira de juiz de Direito durante dez anos.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte acredita que o juiz tenha fugido de sua casa, localizada na Praia da Redinha Nova, durante seu julgamento, na tarde da segunda-feira. O juiz foi condenado a 35 anos de reclusão sob acusação de ser o mandante dos assassinatos do promotor de Justiça Manoel Alves Pessoa Neto e do segurança Orlando Mari, em 8 de novembro de 1997.
A primeira linha de ação dos federais é rastrear as ligações feitas por um repórter de rádio de Natal para um suposto telefone celular de Vágna Lacerda, esposa do juiz, ontem pela manhã.
O procurador-geral da Justiça, Anísio Marinho Neto, que participou da acusação no julgamento do juiz, acredita que Lacerda não escapará da condenação.





