Belém - A Polícia Federal investiga uma possível rota entre Brasil e Canadá para o transporte e a entrada clandestina do bacilo do antraz nos EUA. A suspeita foi levantada após a morte do tripulante egípcio Ibrahim Sayed Ibrahim, no dia 11, enquanto o cargueiro Wadi Al Arab estava atracado em Porto Trombetas, Pará.
O antraz é uma bactéria que pode ser usada na guerra biológica e como arma de terroristas. O primeiro laudo do IML (Instituto Médico Legal) de Belém apontou uma provável contaminação pela bactéria. O Instituto Evandro Chagas, em Belém, divulgará o resultado da contraprova do exame nesta semana.
Segundo a PF, Ibrahim teria recebido um pacote na cidade do Cairo, no Egito, para ser entregue no Canadá, e pode ter sido contaminado ao manter contato com o pó contido no interior da embalagem. Como medida de prevenção, o corpo do egípcio foi colocado em uma urna de madeira protegida por uma placa de zinco.
O navio foi colocado em quarentena na quinta-feira, a cerca de dez km da costa de Nova Escócia (leste do Canadá).

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