PF investiga responsáveis por uso da Estrada do Colono
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quinta-feira, 21 de junho de 2001
De Curitiba 
Já está quase concluída a investigação da Polícia Federal para identificar e responsabilizar os líderes da retomada e exploração da Estrada do Colono, que corta o Parque Nacional do Iguaçu. As pessoas investigadas poderão ser condenadas por desobediência a uma ordem judicial. Também está sendo apurado o uso do dinheiro do pedágio - cobrado para utilização da estrada e travessia com a balsa - em campanhas eleitorais. Nesse caso o crime seria caracterizado como eleitoral.
De acordo com o Procurador da República em Foz do Iguaçu, Jessé Ambrósio dos Santos Júnior, a operação de retomada da Estrada era para ter acontecido há um ano e meio. Para que não atrapalhasse essa ação, toda a investigação foi feita em segredo. Agora que a estrada está destruída, acreditamos que a investigação seja concluída e comece a responsabilização criminal que se dá através de denúncias do Ministério Público.
Sem qualquer tipo de patrulhamento e sendo permitida, eventualmente, apenas a entrada da Polícia Rodoviária Estadual, a Estrada do Colono era utilizada para desvio de mercadoria contrabandeada e tráfico de drogas. Para a polícia entrar lá só era possível da maneira que aconteceu durante a retomada do parque -através de invasão, observou o procurador. Segundo ele, já foram presas pessoas transportando drogas e mercadorias na Estrada.
Também foram feitas denúncias de que a Estrada estava sendo usada para a extração ilegal de palmito. Como não havia forma alguma de fiscalização, há pessoas que também aproveitaram para extrair palmito da região. Mas as pessoas que estão sendo investigadas não irão responder processo por isto, observa.
Agentes das Polícias Federal e Florestal continuarão a fiscalizar a região. Quem tentar invadir poderá ser preso e processado pelos crimes de desobediência a ordem judicial, invasão de unidade de conservação do meio ambiente e por destruição de árvores. Um apelo que o Ministério Público faz é que as pessoas não tentem outra invasão e, principalmente, que não levem crianças. Há um crime específico por expor crianças a situação de risco, conclui. Se houver uma invasão maciça, a prioridade será dada aos líderes do movimento. Mas outras pessoas também estarão sujeitas a prisão.


