Um total de 37.509 mamíferos, répteis e aves, ou 75,3% dos bichos que deveriam ser salvos das águas que estão enchendo o grande lago da Usina Hidrelétrica de Serra da Mesa, em Goiás, estão oficialmente mortos. A acusação é do superintendente-adjunto do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Goiás, Teófilo Luiz dos Santos.
O instituto baseia-se no relatório do biólogo Nilson Antonio de Oliveira, chefe da base 1 da Operação de Regaste Lobo-Guará, coordenada pela empresa Naturae, contratada por Furnas S.A. para fazer o resgate do animais da região. Segundo Teófilo Luiz dos Santos, o Ibama não deu licença para matar animais, o que teria sido feito pela Naturae, de acordo com depoimentos de dois ex-funcionários da empresa.
Segundo o documento, apenas 24,7% dos 49.897 animais silvestres resgatados teriam realmente sido salvos. A chefe-substituta do Departamento de Meio Ambiente de Furnas S.A., bióloga Norma Vilela, responsável pela área de flora e fauna, rebateu ontem as denúncias. ‘‘Dos 49 mil animais apreendidos, cerca de 12,3 mil foram soltos na região e os 37 mil restantes foram ou estão sendo encaminhados para instituições de pesquisa e zoológicos, vivos ou mortos, da maneira como foram solicitados pelas instituições e segundo aprovação do Ibama’’.
A Polícia Federal está na região procurando mais provas da matança dos animais. Um delegado e seis agentes da PF estão na área tentando localizar o ‘‘cemitério’’ clandestino de bichos.

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