PF investiga ligação de rinha com tráfico
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segunda-feira, 25 de outubro de 2004
Roberta Pennafort<br>Agência Estado 
Rio de Janeiro- A Polícia Federal apura a possibilidade de frequentadores do Clube Privê Cinco Estrelas, que promove rinhas de galo, terem ligação com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Na última quinta-feira, o publicitário Duda Mendonça, sócio da casa, foi preso. Serão investigadas cerca de 150 pessoas que aparecem nos documentos do clube apreendidos pela PF na semana passada, durante operação que resultou no indiciamento de Duda e do vereador do Rio de Janeiro, Jorge Babu (PT), por três crimes, entre eles formação de quadrilha.
A hipótese da existência de pessoas ligadas ao tráfico surgiu quando os investigadores descobriram que entre os sócios do clube está o advogado João Bosco Won Held Gonçalves de Freitas. Ele foi preso em 2002 pela PF sob acusação de conivência com o traficante Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, morto no mesmo ano. Freitas defendia o bandido. Os policiais acharam um cheque de Freitas entre os papéis do clube.
De acordo com o delegado que investiga o caso, Lorenzo Pompilho da Hora, da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da PF (Delemaph), não há nada que indique que Duda Mendonça tenha relação com o tráfico. Por lei, para poder instaurar a investigação de lavagem de dinheiro, o delegado precisará primeiro encontrar indícios de outros crimes, como tráfico, contrabando de armas ou extorsão. A hipótese foi aventada dada a grande quantidade de dinheiro que circulava no clube - na quinta-feira em que foi realizada a operação da PF, o movimento de apostas teria chegado a R$ 1,7 milhão.


