O governo está investigando a possibilidade do envolvimento da máfia russa no aliciamento de mulheres brasileiras para trabalhar em prostituição em Israel. Segundo fontes do Ministério da Justiça, este mesmo grupo teria agido até o ano passado no tráfico de mulheres de Goiás para a Espanha, onde também houve a morte de uma brasileira. A brasileira Kelly Fernanda Martins morreu em Tel Aviv no dia 17, após denunciar esquema de prostituição na capital israelense.
Ontem, o ministro da Justiça, Renan Calheiros, confirmou sua ida ao Oriente Médio e Espanha para verificar a situação em que se encontram várias mulheres que foram levadas para o exterior a pretexto de trabalharem em lanchonetes e casas de famílias.
Segundo levantamentos preliminares do governo, o aliciamento até o ano passado era feito em grande escala em Goiás e em pequena proporção no Rio de Janeiro. Porém, diante da repercussão ocorrida por causa da morte na Espanha de uma garota de Goiânia, os aliciadores passaram a trabalhar somente no Rio e, nos últimos meses, estendiam suas atividades para o Nordeste, onde foi presa, terça-feira, Silvânia Cleide Barros Vasconcelos.
Para o governo, há muita semelhança entre os meios usados pelos aliciadores que estão levando mulheres para Israel e o grupo que atuava no tráfico na Espanha. Os métodos também coincidem com os da máfia russa, que também tem ramificação em Tel Aviv. Silvânia Vasconcelos poderia pertencer a este grupo, já que viajou em pouco tempo por duas vezes para a capital israelense, onde teria um noivo que é segurança da boate Playboy, onde foram encontradas mulheres brasileiras em situação de prostituição.
A secretária de Justiça do Ministério da Justiça, Sandra Valle, confirmou ontem que oito brasileiras que ainda estão em Israel deverão chegar ao Brasil somente nos próximos dias, após serem ouvidas pela polícia de Tel Aviv.Arquivo FolhaIn locoO ministro Renan Calheiros confirmou viagem ontemEdson Luiz e
Sônia Cristina Silva

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